Ecografia Doppler Vascular
Exame inicial e insubstituível: avalia a veia ilíaca comum esquerda, mede velocidades e detecta o salto de fluxo típico da compressão, além de mapear o refluxo pélvico e as vias colaterais.
Em foco
Na Síndrome de May-Thurner (ou Síndrome de Cockett), a veia ilíaca comum esquerda é comprimida entre a artéria ilíaca comum direita, que cruza por cima dela, e a quinta vértebra lombar, logo atrás. É uma variação anatômica comum — presente em boa parte da população — que se torna doença quando a compressão passa a dificultar o retorno do sangue da pelve e da perna esquerda.
O resultado é uma hipertensão venosa crônica a montante: a veia se dilata, surgem vias colaterais, varizes atípicas, edema unilateral e dor pélvica que persiste por anos. Em alguns casos, a primeira manifestação é uma trombose venosa profunda ílio-femoral esquerda em pessoa jovem e sem fatores de risco evidentes.
Por ser predominantemente à esquerda e de instalação lenta, o quadro é frequentemente atribuído a "má circulação", questões ginecológicas ou problemas de coluna — e segue anos sem diagnóstico.



Nenhum exame substitui a escuta cuidadosa. É na consulta que detalhes aparentemente banais — a perna que incha sempre do mesmo lado, a varize vulvar que ninguém valorizou, a dor que piora em pé ou após a relação sexual, a trombose antiga "sem explicação" — passam a formar um conjunto coerente. A suspeita clínica é o que direciona o Doppler para o ponto certo e evita que a paciente percorra anos de exames normais. Por isso, cada avaliação é conduzida com anamnese detalhada, exame físico completo e o Doppler realizado pelo próprio cirurgião vascular, no mesmo atendimento.
Exame inicial e insubstituível: avalia a veia ilíaca comum esquerda, mede velocidades e detecta o salto de fluxo típico da compressão, além de mapear o refluxo pélvico e as vias colaterais.
Confirma o ponto exato da compressão entre a artéria ilíaca direita e a coluna, quantifica o grau de estenose e fornece a reconstrução 3D usada no planejamento do tratamento.
Alternativa sem radiação, útil em pacientes jovens, com alergia ao contraste iodado ou em acompanhamento seriado.
Padrão-ouro invasivo, realizado no mesmo tempo do tratamento endovascular: mede a área da veia por dentro e define com precisão a necessidade e o tamanho do stent.
A conduta é individualizada e depende do grau de compressão, dos sintomas e da presença de refluxo pélvico ou trombose associada.
Meias de compressão graduada, exercícios de bomba muscular, controle de peso e venotônicos aliviam sintomas nos casos leves e complementam qualquer tratamento.
Tratamento de escolha nas compressões significativas: por punção, sem cortes, a veia é dilatada e mantida aberta por um stent dedicado — com alívio rápido do edema e da dor.
Indicada quando há trombose associada e no período após o implante do stent, conforme o perfil de risco de cada paciente.
Quando a compressão coexiste com refluxo ovariano, o tratamento das varizes pélvicas complementa a desobstrução ilíaca e evita recidiva dos sintomas.
A avaliação começa por uma consulta atenta e por uma ecografia Doppler vascular realizada pelo próprio cirurgião vascular.