A dor é profunda
Sentida no fundo da pelve, e não na entrada — padrão típico do envolvimento das veias pélvicas.
Dor na relação
Dor durante ou após a relação sexual é um sintoma — nunca algo a ser aceito como normal. Quando é profunda e vem acompanhada de peso no baixo ventre, a origem pode estar nas veias da pelve.
Muitas mulheres percorrem anos de investigação até que a possibilidade venosa seja considerada. Reconhecer esse padrão é o que abrevia o caminho até o tratamento certo.

Quando suspeitar
Sentida no fundo da pelve, e não na entrada — padrão típico do envolvimento das veias pélvicas.
Continua por horas, às vezes até o dia seguinte, em forma de peso ou latejamento no baixo ventre.
A postura em pé e a variação hormonal aumentam a dilatação venosa e intensificam o sintoma.
Veias visíveis em nádegas, região genital ou face interna das coxas indicam refluxo com origem na pelve.
Esses sinais não substituem a avaliação ginecológica — eles a complementam. A investigação vascular entra quando as causas ginecológicas foram consideradas e o quadro persiste.
O caminho da investigação
Quando começou, o que piora, como se relaciona ao ciclo e à postura. A anamnese é o exame mais importante deste quadro.
Realizado pelo próprio cirurgião vascular, mapeia refluxo e dilatação das veias pélvicas em tempo real.
AngioTC ou angiorressonância venosa, para avaliar compressões como a Síndrome de May-Thurner.
Dirigido ao ponto de origem do refluxo, com acompanhamento a longo prazo.
Perguntas frequentes
Dispareunia é o termo médico para dor durante ou após a relação sexual. Pode ser superficial (na entrada da vagina) ou profunda (sentida no fundo, na região pélvica). A dispareunia profunda é a que com mais frequência tem componente vascular.
Não. Dor recorrente na relação nunca deve ser tratada como algo esperado ou emocional por padrão. É um sintoma e merece investigação — inclusive vascular, quando as causas ginecológicas já foram afastadas.
Quando é profunda, piora ao longo do dia, permanece por horas após a relação, é acompanhada de peso no baixo ventre, agrava no período pré-menstrual ou vem junto de varizes atípicas em nádegas, região genital ou face interna das coxas.
O Doppler Vascular realizado pelo próprio cirurgião vascular avalia o refluxo nas veias pélvicas em tempo real. Em casos selecionados, complementamos com AngioTC ou angiorressonância venosa.
Exames ginecológicos normais são um dado importante: eles direcionam a investigação para outras origens, entre elas a congestão venosa pélvica. Muitas pacientes chegam ao consultório após anos de exames sem alteração — e é exatamente esse o perfil em que o estudo venoso costuma trazer a resposta.
Quando a origem venosa é confirmada e tratada, a redução da dor profunda é significativa na maioria das pacientes. O acompanhamento a longo prazo é o que sustenta o resultado.
Uma consulta com avaliação vascular dedicada pode identificar a origem de uma dor que já dura anos.